A primeira vez a gente nunca esquece
Post por: Isabela Barta on 16/10/2013
Categoria: Ecommerce
Tags: internet, compras online
caixa sorriso da amazon
 

 

Eu me lembro da primeira vez que instalaram internet em casa. Eu tinha 11 anos (era 1995) e ainda não existia muito na web. Não tinha Google, não tinha Facebook, não tinha Twitter e muito menos dava pra comprar online. Eu passava minhas horas online no mIRC, um chat online feio paca, que parecia várias janelinhas do DOS abertas. Era mais ou menos assim (essa é a nova versão), só que com fundo preto e letrinhas verdes, bem no estilo filmes de tecnologia dos anos 90, como "A Rede" (que aliás parecem super bobos hoje):

 

lembra do mirc?

 

O Amazon, o primeiro ecommerce do planeta, começou naquele ano como uma livraria online, e em dois meses já tinha entregado livros para todos os 50 estados dos Estados Unidos e para 45 países. Ah, e o site foi batizado por causa do Rio Amazonas (Amazon River em inglês), o maior rio do mundo. E agora eles são o maior ecommerce do mundo. Apropriado, não?

O Amazon cresceu ridiculamente rápido, e no ano 2000 resolvi me aventurar nas compras online com eles, até porque meus objetos de desejo eram quase impossíveis de encontrar no Brasil naquela época! Eu queria fitas (sim, VHS; ainda existiam poucos títulos em DVD) do Kiss, CDs e camisetas do David Bowie, pôsteres dos meus filmes favoritos como Pulp Fiction, memorabilia do Arquivo X e outras coisas que eram um pouco obscuras há 13 anos. Hoje a maioria delas é facilmente encontrada online, aos montes, dentro e fora do Brasil.

Mas me lembro especificamente da primeira coisa que comprei: uma fita de vídeo do Show dos Muppets, com o episódio em que o Elton John canta "Don't Go Breaking My Heart" com a Miss Piggy. Foi assim: eu assisti "Quase Famosos" no cinema e me apaixonei pela música "Tiny Dancer" do Elton John. Primeiro que, sem Google ou Wikipédia e com apenas algumas páginas na web, foi super difícil descobrir de quem era a música, porque minhas buscas não retornavam resultado. Sabe o que eu fiz depois de cantarolar a música pra todo mundo que eu conhecia, sem sucesso? Assisti ao filme de novo e fiquei no cinema que nem tonta esperando os créditos passarem até o finzinho quando as músicas são listadas. Hoje em dia é só colocar um pedacinho da letra da música e o Google até autocompleta pra você!

Opa, Elton John. Saí do cinema e já comecei a garimpar por mais músicas dele e fui comprando coletâneas e outras coisas feijão com arroz que eu encontrava nas (hoje quase extintas) lojas de CDs. Tinha uma perto da minha casa, chamada Musical Box, em que eu gastava toda a minha mesada pra comprar um CD por semana, já que eram tão caros. Economizei meses para comprar a Box of Fire do Aerosmith, com 12 CDs de estúdio, um encarte bacana e um fósforo que deve ter sido queimado por Steven Tyler pessoalmente para justificar o preço!

 

Box of Fire do Aerosmith

 

Mas voltando ao Elton. Na odisséia que é conhecer um novo artista, especialmente na era pré-Google, tive um flashback ao ouvir "Crocodile Rock" pela primeira vez de uma imagem do Elton John novinho, cheio de penas coloridas cantando no centro de uma floresta. Espremi minha memória por dias, tentei auto-hipnose, reza brava e consultei os universitários. Nada.Tentei procurar no Altavista, o sistema de busca da época, mas não havia resultados. O Google até já existia, mas ainda era meio coxinha. Será que eu estava viajando e aquela cena nunca aconteceu? Daí me vieram, de novo do nada, crocodilos cantando "láááá lá lá lá lá lááá...". E então me lembrei do Animal tocando bateria ao lado do Elton e tive aquele momento eureca: os Muppets! Daí foi outro malabarismo pra descobrir exatamente o que era, e não me lembro bem como aconteceu, mas encontrei o VHS do tal episódio do The Muppets Show com o Elton John! E essa era a minha memória:

 

 

Comprei por algo como 10 dólares, preenchi um formulário gigante, apertei o botão e... Esperei. E esperei. E esperei mais um pouco. Seis meses depois (!) chegou uma carta da alfândega, com algum imposto absurdo que eu tinha que pagar sobre o vídeo, que acabou me custando cerca de 60 doláres. Ai, minha mesada. Mas que alegria foi receber aquela caixinha de papelão com a fita que continha todas aquelas memórias que eu estava tentando desenterrar! Assisti a fita algumas dezenas de vezes e ela ainda está guardada no meu armário, apenas como uma lembrança de uma vitória no mundo da informação não instantânea. Até porque não tenho mais vídeo para tocá-la e o YouTube tem pelo menos 30 vídeos diferentes do bendito episódio.

Não é nostalgia não, é alívio! Já ouvi gente dizendo "ah, no meu tempo a gente valorizava mais as coisas porque elas eram difíceis de conseguir". Talvez seja verdade, mas que delícia que é ter o mundo a um clique. Ainda bem que hoje qualquer duvidazinha, flashback ou novo interesse que a gente tenha é só consultar a toda poderosa internet. E mais ainda, ainda bem que o ecommerce está crescendo e se diversificando para atingir públicos que eram ignorados, como nós nerds e outros nichos.

Depois da minha saga com aquela fita, começaram a surgir os ecommerces brasileiros, como o Submarino, Fnac e Saraiva. E tudo chega na porta de casa, como se fosse um presente! Tá bom que você que pagou por ele, mas a sensação é essa mesmo, muito diferente de sair de uma loja com uma sacola e pronto. Hoje é muito raro eu comprar em lojas físicas, já que praticamente tudo o que eu quero ou preciso posso comprar online, sem trânsito, estacionamentos, filas, e outras chatices. Não digo isso só porque eu trabalho no Cashola, e sim trabalho no Cashola porque penso assim ;)

 

 



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