Paraquedismo, uma experiência radical!
Post por: Aline Alcantara on 21/02/2014
Categoria: Esportes
Saltar de paraquedas
 

Saltar de paraquedas sempre foi um sonho, mas durante muito tempo fui adiando. Por falta de tempo, de dinheiro, receio de sentir medo, e várias outras desculpas esfarrapadas. Sempre que me imaginava saltando, algo diferente acontecia dentro de mim. Sempre que via fotos de amigos saltando, pensava que essa pessoa tinha conseguido quebrar uma barreira e claramente os comentários mostravam que tinha valido muito a pena. Eu realmente precisava passar por essa experiência, só não sabia quando eu iria tomar uma atitude e me jogar.

Foi então que no meu aniversário do ano passado, uma feliz surpresa aconteceu! Meu namorado, que há algum tempo acompanhava esse meu desejo, resolveu dar uma forcinha e me presenteou com um salto duplo. E lógico que ele também resolveu se arriscar na empreitada. Fiquei muito feliz, pois dessa vez não tinha como arrumar desculpas para mim mesma.

Ele comprou os saltos através de um site de compra coletiva, o que torna essa experiência mais acessível. Lembro que na época em que comecei a pesquisar, há uns 8 anos, era bem caro, e ficava um tanto quanto difícil para uma menina de 19 anos que não tinha renda própria (e nem pai e mãe que se animavam muito com a ideia) conseguir ir até algum centro de paraquedismo.

Um dia antes do salto eu estava extremamente ansiosa e comecei a ficar com medo, pois quando criança tive uma infecção de ouvido feia, e ao viajar de avião, principalmente na descida, sempre tenho dores de ouvido que me incomodam bastante. Fui pesquisar sobre isso e vi que outras pessoas também compartilhavam desse mesmo problema, mas que tinham resolvido arriscar. Algumas disseram que não tiveram problemas, já outras comentavam em blogs que tinham passado por uma experiência horrível, fiquei assustada! Mas não iria desistir jamais!

Chegado o grande dia, fomos para Boituva e achei que fosse chegar e já saltar, e não foi bem assim. É importante que você vá desencanado, com o dia todo livre, pois geralmente demora e é essencial chegar cedo para já ficar na lista de saltos. Eu, que sou bastante falastrona, fiquei o dia todo meio quieta, só observando a reação de quem voltava do salto. É indescritível a empolgação das pessoas voltando, quase todas falam a mesma coisa, que a partir dali deixarão seus salários no centro!

Por fim foi bom esperar, pois saltei no horário em que o céu está mais bonito, no por do sol, e realmente o clima ajudou bastante, estava um dia especialmente belo. Enquanto aguardava em uma sala de espera o avião retornar do último salto, a ansiedade foi aumentando. Quando entrei no avião com o meu instrutor, que era super animado, observei que apesar da ansiedade eu não estava (nem) tremendo. O avião tinha capacidade para (se não me engano) 12 pessoas e confesso que a subida é o que dá mais medo, pois balança bastante e não para de subir nunca (rs). Alcançado os 11 mil pés, a porta do avião foi aberta e alguns paraquedistas que saltariam sozinhos começaram a se jogar.

Nesse momento uma coisa muito louca aconteceu, e tive um déja vu, como se eu já tivesse feito isso antes, uma sensação muito curiosa. Comentei com o meu instrutor e ele me disse ‘’provavelmente você fará isso muitas vezes ainda’’.  Fui para a porta e fiz o que o instrutor tinha dito para eu não fazer (como uma reação instintiva de sobrevivência), me agarrei na porta do avião. Quando ele me disse para colocar as mãos na alça de apoio, não hesitei, afinal era melhor fazer o que ele estava mandando, pois não tinha mais volta. Nos jogamos!

                           saltando de paraquedas em Boituva

A sensação que eu tive foi de ultrapassar um portal, e é incrível como em poucos segundos de queda livre você consegue ver tanta coisa (é muita informação!), ter sensações surreais e pensar sem parar. Por mais louco que pareça eu não senti frio na barriga (meu instrutor já tinha me dito que não sentiria). A impressão é que você está flutuando em cima de um colchão de ar. Quando o paraquedas abriu, nós subimos com um tranco de leve. Só aí que meu ouvido começou a doer um pouquinho, mas eu estava tão extasiada que nem me incomodou. Quando pousamos, eu estava extremamente pilhada, e querendo subir no próximo avião que aparecesse para fazer tudo de novo.

Saltando de paraquedas em Boituva

 

Depois do salto parecia que eu tinha tirado um peso dos ombros, estava leve e confesso que a vida ficou mais interessante. Fiquei algumas horas com a adrenalina no corpo e não parava de pensar que eu tinha que ter mais disso na minha vida. Queria que todo mundo saltasse uma vez na vida; é renovador. Viajei, fiquei imaginando minha mãe, meu pai, meu irmão, meu cachorro (não, meu cachorro não) saltando, e apesar de saber que isso vai ser difícil de acontecer, continuo batendo na tecla de que todos devem ter essa experiência. E quem tem medo de altura deveria fazer também; é uma boa forma de superação.

Um mês depois fui para Fortaleza a trabalho e antes de ir já dei uma olhada sobre a possibilidade de saltar por lá. Não deu outra, cheguei na cidade e comecei a entrar em contato com paraquedistas da região. Muitos celulares estavam desligados ou fora de área. Coloquei na minha cabeça que não ia desistir. Foi quando um dos números que eu tinha atendeu. Para minha sorte, do outro lado da linha estava o diretor da Federação Cearense de Paraquedismo e diretor do Clube Ceará PQD, Pedro Edson. Ele foi muito gente boa, contei sobre a minha saga, e marcamos para o domingo de manhãzinha. O clube fica há alguns quilômetros de onde eu estava, e o Pedro muito gentil disse que daria um jeito para eu ir. Ele não iria de manhã para o Centro, mas me arrumou uma carona com um amigo paraquedista dele.

Novamente fiquei o dia todo esperando para saltar (o que foi ótimo), pois peguei amizade com alguns paraquedistas, troquei ideias, e pude ficar mais por dentro de como é esse mundo da adrenalina.

Quando vi o avião me deu um gelo na barriga. Ao contrário do primeiro de que saltei, esse era de apenas 5 lugares contando com o piloto, um verdadeiro fusca com asas (rs). Apesar de mais instável do que no primeiro voo em Boituva, foi super tranquila a subida e novamente não tremi (o que achei incrível). A torre demorou um pouco para autorizar o salto, por isso além dos 25 minutos (mais ou menos) de subida ainda ficamos rodando mais uns 20 minutos.

Salto de paraquedas em Fortaleza

Salto de paraquedas em Fortaleza

O engraçado é que como Fortaleza é muito quente, não precisei colocar roupas especiais, pois lá em cima não gela tanto quanto em Boituva. Recebida a autorização, saltamos e mais uma vez foi apaixonante. Estava um por do sol maravilhoso e o instrutor com quem saltei era mais radical, ele fez umas viradas mais ousadas (quando o paraquedas já estava aberto), o que me fez sentir frio na barriga dessa vez. Lá venta muito mais, e o avião sobe cerca de 13 mil pés por conta de Fortaleza ser na altura do mar, o que faz o pulo ser mais radical. A vista é um show a parte, você consegue ver o mar, o sertão e a cidade, inesquecível. A galera toda do Centro de Fortaleza é bem legal, se você estiver por lá, vale muito a pena!

Salto de paraquedas em Fortaleza

 

Conversei muito com os paraquedistas, e me disseram que tenho que fazer o curso, que é minha cara. Fiquei tão feliz! Me falaram que saltar sozinho são outros quinhentos, que a sensação é bem diferente, que é melhor ainda. Acredito que realmente estou apaixonada e quero ter um caso mais sério com a adrenalina (ela me seduziu, rs).  E daqui por diante o foco é esse!

Para mais detalhes do Centro Nacional de Paraquedismo - Boituva clique aqui na fanpage

O endereço do Centro de Paraquedismo lá de Fortaleza é Rua Seridião Montenegro 270 no Bairro Siqueira - Aeródromo do Feijó.

 

E se você também  tem ou ficou com vontade de experimentar essa sensação maravilhosa, aqui nos nossos parceiros de compra coletiva sempre tem ofertas para saltos duplos.Confira! Ah, sem esquecer que aqui no Cashola você ainda recebe dinheiro de volta ;)



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